
Na terceira semana como novo prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB) teve uma sexta-feira daquelas. No mesmo dia, dois abacaxis para descascar.
Começou com o prefeito precisando conviver com ação do Ministério Público na Justica cobrando da Prefeitura providências para inserir 2.400 crianças e adolescentes fora da sala de aula, mesmo após 70 dias de ano eletivo.
E terminou com a péssima notícia da interdição do Hospital ProntoVida por irregularidades constatadas pelo Conselho Regional de Medicina.
São duas fragilidades apontadas por órgãos autônomos e insuspeitos em áreas estratégicas: educação e saúde. Ambas muito caras para o cidadão e extremamente sensíveis para a imagem da gestão.
Alguém dirá que Leo não pode ser responsabilizado, afinal de contas está no comando da gestão apenas há três semanas e o primeiro mês ainda nem fechou.
Correto. Mas não se trata aqui de fazer DNA dos problemas, mas da capacidade de resolutividade deles. E, quando recebeu o bônus, Leo assumiu também os ônus.
Independente do passivo da herança, cabe a ele contornar e corrigir eventuais falhas.
São velhos problemas para o novo prefeito resolver. Serão as soluções que darão a Cícero o que é de Cícero e a Leo o que é de Leo.