
“No Republicanos, suplente também é gente”. A frase – genial, por sinal – não é minha. Ela foi lapidada pelo suplente de deputado federal Raniery Paulino (Republicanos). O deputado de Guarabira tem lugar de fala. Primeiro suplente, ele assume na Câmara, pela segunda vez nesta legislatura. E dessa, fica no mandato do próximo dia 1º de junho até 31 de janeiro. Oito meses, no total.
Assim como Raniery, o segundo suplente, pastor Valdir Trindade, também vai pisar os pés no Salão Verde, do Congresso. E concorrerá, novamente, com o broche de deputado federal na lapela. Isso faz toda diferença numa campanha.
Tem sido essa a marca do partido de Hugo Motta na Paraíba: o compromisso de fortalecimento interno das lideranças – grandes, médias e pequenas. Via rodízio, suplentes cujas votações em outros partidos não teriam nem esperança de posse, no Republicanos conseguem chegar à tribuna e ganhar musculatura.
Na Assembleia, a lógica se repete. Cinco suplentes sentiram o sabor de ser deputado. Foi assim, por exemplo, com a ex-prefeita Leonice Lopes, quinta suplente. Com 3.413 votos, ela ganhou a oportunidade de assumir. Fez pronunciamentos, convocou sessões, aprovou projetos e saiu dando entrevistas como deputada pela região do Vale do Piancó, sua base.
Antes dela, tomaram assentos nas cadeiras do Parlamento Estadual Juscelino do Peixe (9.859 votos), Alexandre de Zezé (18.582 votos), Sílvia Benjamim (19.401 votos) e João Bosco Júnior (21.066 votos). De todos esses, somente Bosco deixou o Republicanos pelo PP, o partido do governador Lucas Ribeiro.
Com esses gestos, o Republicanos cravou poderosa mensagem política. No partido, até quem perde ganha. Um modelo de valorização do seu time que fidelizou quase todos a permanecer e encorajou muitos a entrar no prazo da janela de filiação. Todos apegados aos exemplos concretos de que, na legenda, podem ser gente na política. Mesmo quem fica suplente de gente grande.