
No meio dos amontoados de lixo enfeando ruas, avenidas e praças da bela João Pessoa, um desafio para já: a capital paraibana precisa descartar qualquer entulho que atrapalhe sua imagem para o turista e a qualidade de vida para o morador.
A cidade está ameaçada de sair do luxo do seu “melhor momento” para o risco de viver o seu pior pesadelo: a irregularidade da coleta de resíduos sólidos.
Um serviço básico para qualquer capital que se prese. Quanto mais para a nova queridinha do Brasil, atual sonho de consumo de um grande universo de turistas.
Se a gestão municipal não limpar essa sujeira, podemos virar um cartão portal às avessas. O visitante chega e sai frustrado, com a péssiam experiência de conhecer destino paradísiaca, mas saindo daqui com algo cheirando muito mal. Literalmente.
Ao programa Hora H, da Rádio POP e Rede Mais, a promotora Cláudia Cabral, do Meio Ambiente, anunciou “medidas enérgicas” para a Prefeitura da Capital restabelecer a normalidade da coleta do lixo na cidade.
Diferente da relativização do problema para algumas autoridades, como o diretor da Emlur, Ricardo Vellos, ela entende que o problema saiu do pontual e já derivou para o “estrutural”.
O prefeito Leo Bezerra (PSB) já disse, em outras situações, que não colocará o lixo para debaixo do tapete. A cidade não quer o lixo debaixo do tapete e nem tampouco nas calçadas.
A solução, portanto, passa por ações contundentes e céleres. Isso inclui o fim da colher de chá e a taxa de tolerância com empresas que estão recebendo milhões e não entregando o serviço para o qual estão sendo pagas.
Do contrário, a admininistração passará o recibo de fraqueza ou um atestado de conivência. O que é tão pior quanto.
Símbolo de qualidade de vida e de forte apelo ambiental, João Pessoa não pode se dar ao luxo de viver no lixo. E sujar sua imagem.

Lixo acumulado passou a ser denúncia frequente nos bairros da cidade que acaba de conquistar o turismo do Brasil