
Em política, ninguém anuncia um apoio que não pode ser retribuído no futuro. Essa era até hoje um das razões para o prefeito Leo Bezerra (PSB) evitar avançar nas palavras sobre voto no ex-governador João Azevedo (PSB) ao Senado.
Leo tem o óbvio projeto de se reeleger em 2028. E esse movimento passa pela estrada que pavimentar em 2026. Então, por maior gratidão política que deva, para o prefeito só tem sentido votar em João se puder contar com o apoio do virtual senador à reeleição.
A regra também serve, por exemplo, para Nabor Wanderley (Republicanos), Veneziano Vital (MDB) e, claro, para o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB).
Hoje, João avançou um degrau nessa construção e anunciou, no programa Liga 360 Debate, da TV Norte, que, se o prefeito votar nele para senador e permanecer no PSB, terá, naturalmente, a retribuição política.
Era só o aceno que faltava pa Leo. Agora, não falta mais. Os dois já têm motivo de sobra para, enfim, sentar à mesa.