
Tão logo o noticiário espelhou o nome do secretário do Acompanhamento da Gestão de João Pessoa, Rougger Guerra, entre os alvos da Operação Cítrico, em Cabedelo, a ágora política gritou: o prefeito Léo Bezerra (PSB) vai segurar ou exonerar?
Fosse prefeito Cícero Lucena (MDB) já se sabia qual seria a presumida decisão, a julgar pelo histórico que manteve Vítor Hugo, ex-prefeito de Cabedelo investigado, e a própria Janine Lucena (Saúde).
Mas, a opção de Leo, ainda nos verdes primeiros dias de governo, era dúvida. Porque o ato administrativo carrega consigo inevitável peso político de demitir um aliado do antecessor.
A demissão nesses casos não é julgamento antecipado. Ela se impõe para preservar a gestão de questionamentos e o próprio investigado da exposição, até a elucidação dos fatos.
A interrogação foi vencida por uma providência. O prefeito assumiu o ônus político, mas não prescindiu do dever administrativo; decidiu pela exoneração do secretário investigado.
E acertou. Afinal, o ato não vai só ao Diário. Imprime pedagogia para dentro e simbologia para fora. É atitude de bom senso ao auxiliar e medida que se impõe ao gestor. E Leo assimilou isso na suas primeiras semanas de fogo.
Aos poucos, vai ficando a mensagem que João Pessoa não tem só um prefeito novo, mas um novo prefeito. Para mostrar isso, Leo não precisa romper com ninguém. Somente com os maus hábitos.