
O presidente da Cagepa perguntou na imprensa: qual “fato determinante” da CPI da Cagepa, instalada pela Câmara de João Pessoa? Ele mesmo sugeriu em tom de interrogação: despejo de esgoto na orla, falta d’água ou PPP do saneamento básico?
A pergunta de Marcus Vinicius não foi para mim, mas eu me atrevo a responder daqui. O “fato determinante” é um número: 2026, ano eleitoral e de suscetibilidades afloradas.
Os vereadores estão pouco ou nada se importando com as questões legais, jurídicas e pré-requisitos da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
Em véspera de eleição, a CPI é um instrumento de pressão.
Ela serve como ferramenta para a instrumentalização política. Vira um trunfo para o ex-prefeito Cícero Lucena, pré-candidato ao governo pela oposição, de quem a maioria dos parlamentares da Casa é aliada.
Por intuição ou pesquisas internas, a oposição já identificou na Cagepa um ponto vulnerável da avaliação de um governo bem avaliado. A estratégia mira e faz da Companhia um alvo capaz de colocar o governo de Lucas Ribeiro (PP) na defensiva.
Pela CPI da Cagepa serão canalizados os dejetos da campanha. Sem preocupação com o mal cheiro eleitoral.