
Por 42 votos contra e 34 favoráveis, o presidente Lula (PT) amarga uma derrota histórica no Senado. A indicação do presidente, Jorge Messias, advogado-geral da União, foi barrada, agora há pouco, no plenário da Casa. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ, o placar já havia sido apertado (16 a favor e 11 contra). Um duro recado do parlamento para Lula em ano de reeleição.
A última vez que uma indicação presidencial foi há 132 anos, quando, em 1894, cinco indicações de Floriano Peixoto foram barradas, num período de grave instabilidade política.
No Congresso, cogita-se que a rejeição é resultado de articulação pessoal e direta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-Progressistas). O senador nunca digeriu a escolha de Lula e pretendia alavancar a indicação do colega Rodrigo Pacheco (PSB), ex-presidente da Casa.
O episódio abre uma nova grande crise entre Executivo e Legislativo. A Globo News informou que o presidente Lula assimilou o revés ao reconhecer, nos bastidores, o direito do Senado de aprovar ou não a indicação. A situação cria um novo desafio para o presidente e candidato à reeleição, que tem enfrentado rejeições ao governo e assistido o avanço do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), nas pesquisas.