
O PT da Paraíba homologou o acordo costurado em Brasília entre os paraibanos, a direção nacional e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP). Na sua resolução, porém, o partido formalizou a contrapartida que espera da aliança com o governador Lucas Ribeiro (PP).
Depois de um longo exercício retórico sobre a conjuntura nacional – nove parágrafos, para ser exato -, o PT foi direto ao ponto crucial e mais interessante.
Além do óbvio apoio à candidatura de Lula (PP), os petistas querem duas coisas principais: espaços (cargos) no primeiro escalão do Estado e a vaga de vice na chapa.
Um adendo: os cargos precisam dialogar com as políticas públicas implementadas pelo partido no âmbito nacional. Ou seja, o comando das pastas ligadas ao social.
Eis a prioridade máxima do partido; estrutura para ampliar seu tamanho na já garantida presença no secretariado estadual, desde o governo João Azevedo II.
Já a vaga de vice, está na lista, mas é coisa de segundo plano. Serve para justificar o movimento e manter a autoestima da militância em dia.
Como poucos partidos, diga-se de passagem, o PT institucionalizou e formalizou o que quer e cobrou a fatura enviada à mesa do governador. Resta saber se Lucas está disposto a quitá-la total ou parcialmente.