Opinião

Transposição: a Paraíba se apequena até quando precisa ser grande

3 de março de 2017 às 16h38 Por Heron Cid
Sonho do sertanejo volta a virar pesadelo com nova suspensão da licitação do Eixo Norte

Parahyba em tupi guarani significa “rio ruim” ou rio impróprio para a navegação. O sentido da palavra não deixa de provocar inusitada excitação diante da proximidade da inauguração da Transposição do imprescindível Rio São Francisco para o nosso Estado.

Um debate estéril tanto quanto um rio que nada dá. Grupos políticos trocando farpas, provocações pela besta e inútil discussão de paternidades e até parentescos da obra. Como se isso mudasse alguma coisa.

Óbvio que Lula da Silva tem o mérito da decisão política de bancar o projeto, que Dilma tem méritos pela continuidade, apesar dos atrasos, e Temer sua parcela de contribuição ao tocar, acelerar e finalizar a Transposição.

Mas por aqui, ao invés de estarmos celebrando esse momento e comemorando o empenho de todos, sem distinção, da classe política e autoridades governamentais, perdemos tempo, saliva e inteligência digladiando e saindo de nenhum lugar para lugar algum.

Ricardo fustiga Cássio, só para manter perene a mesma cantilena que se repete desde 2014. Cássio retroalimenta ao revidar as estocadas. Satélites dos dois ajudam a dar mais holofotes ao palco dessa ópera de péssimo gosto. E, infelizmente, nessas horas a gente percebe que não é a geografia que faz a Paraíba pequena.

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