Opinião

A dúvida das ruas de João Pessoa a cinco dias da eleição

10 de novembro de 2020 às 12h50

Por onde ando, a pergunta é comum: quem leva essa em João Pessoa? Quem interroga certamente está entre aqueles que acham que jornalista especializado na cobertura política tem essa resposta na ponta da língua ou na bola de cristal.

Se todas as pesquisas divulgadas até aqui estiverem corretas, Cícero Lucena, o candidato do PP, estará no segundo turno na capital paraibana.

A julgar pelos números e a evolução deles, dúvidas ainda pairam sobre quem gladiará com o progressista a preferência do exigente eleitor pessoense.

Nesse território está a guerra em forma de contagem regressiva desses últimos cinco dias.

Nilvan Ferreira, outsider que disputa pelo MDB, se esforça para sustentar seu patamar de preferência. Focou na estratégia de simbiose entre ele e o ‘povo’, pela origem humilde e de raça.

Ricardo Coutinho (PSB), ex-prefeito da cidade, aposta no voto útil (e de esquerda) como diferencial capaz de superar as expectativas e vencer a forte rejeição acumulada com os efeitos da Operação Calvário.

Wallber Virgolino concentra sua linguagem no voto bolsonarista raiz. Toda sua campanha colou em Bolsonaro, vencedor do primeiro e segundo turno de 2018 na cidade. Uma loteria de ônus e bônus.

Ruy Carneiro faz uma campanha midiática e tecnicamente acima da média. Espera que o conjunto de propostas e respostas sobre desafios da cidade mexam com a sensibilidade do eleitor ainda sem candidato.

Noviça no tabuleiro onde caciques disputam, Edilma Freire, representante da atual gestão, surfa na esperança de que a aprovação da gestão de Luciano Cartaxo, seu principal cabo eleitoral, induza o eleitor a evitar o risco de perda de conquistas e a se mover pela preservação do que se tem.

Raoni Mendes situou-se no campo bolsonarista, embora mais ao centro, e concentrou em se apresentar como candidato propositivo. É o menos cotado na bolsa, mas tem esperança de surpresas, assim como João Almeida e Anísio Maia, por exemplo. Estão na fila dos milagres improváveis.

A resposta que as ruas fazem repetidamente hoje serão dadas por elas mesmas domingo!

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