Bastidores

Temer quer distância de Aécio, por ora. Por Ricardo Noblat

17 de outubro de 2017 às 10h37

Distância em termos, é claro. O presidente Michel Temer ajudou a montar no Supremo Tribunal Federal a apertada votação de 6 votos contra 5 para salvar na semana passada o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e livrá-lo da prisão domiciliar noturna.

 Tudo fará para que o Senado acolha Aécio de volta, e pedirá votos ali para que isso aconteça. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas se depender dele, ficará para a próxima semana a sessão do Senado marcada para selar, hoje, a sorte de Aécio.

Amanhã ou depois, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votará o parecer do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) favorável ao arquivamento da segunda denúncia de corrupção contra Temer. E ele não quer que uma coisa acabe contaminando a outra.

Temer sabe que a eventual reabilitação de Aécio pelo Senado aumentará o azedume da opinião pública com os políticos. Isso poderia respingar na votação que de fato lhe interessa, a da Comissão. Se respingar, não será para beneficiá-lo.

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