Festival de suspeições de juízes na Calvário: chefe do Gaeco lamenta "sofrível histórico da prestação jurisdicional estadual" – Heron Cid
Bastidores

Festival de suspeições de juízes na Calvário: chefe do Gaeco lamenta “sofrível histórico da prestação jurisdicional estadual”

11 de abril de 2022 às 20h54
Octávio Paulo Neto defende vara especializada contra crime organizado na Paraíba

Anda perto de uma dezena o número dos magistrados da Justiça Estadual da Paraíba que, em fila indiana, se averbam suspeitos da tarefa de julgar processo da Operação Calvário contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PT). A incompreensível deserção em escalada nunca antes vista na história tem sido alvo de criticas nas redes sociais e recentemente objeto de comentário do autor do Blog aqui.

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Coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado na Paraíba, Octávio Paulo Neto, se pronunciou sobre a esdrúxula coletiva batida em retirada. “Frente os sucessivos casos de suspeições, coadjuvado com a ausência de fechamento judicial dos casos, se percebe que o sistema de justiça estadual tem que pensar seriamente em criar uma vara especializada para tratar de casos complexos, maxime crime organizado”, disse o promotor ao Blog.

Somente um juízo especializado – defende Octávio – seria capaz de suprir o que chama de um “histórico da prestação jurisdicional estadual sofrível”. “A história recente tem mostrado essa imperiosa necessidade, já que vemos que casos análogos julgados e processados na Justiça Federal, enquanto a Justiça Estadual temos inúmeras intercorrências sem qualquer pronunciamento definitivo, os quais poderiam ser superadas com um juízo especializado, uma vez que histórico da prestação jurisdicional estadual é sofrível”.

Na avaliação do coordenador do Gaeco, a culpa não é necessariamente dos juízes. Ele pensa que uma melhor abordagem institucional, método e estrutura de servidores e técnicos, sanaria o problema.

Assim como a recusa, um problema que constrange a Justiça. E cora as faces da Paraíba.

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