Opinião

Os três pratos na mesa do grupo Cunha Lima

13 de outubro de 2021 às 17h51
Tovar Correia Lima, Bruno Cunha Lima e Pedro Cunha Lima, na foto, além do ex-senador Cássio Cunha Lima, podem precisar escolher caminho menos tortuoso

Mais cedo ou mais tarde, o tradicional grupo Cunha Lima vai precisar encarar na mesa com um cardápio indesejado, isso se houver a decantada desistência do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) para uma composição com João Azevedo.

O que restaria fazer? Três pratos entram em apreciação.

Acompanhar Romero com João é uma hipótese incômoda ao cassismo que sempre investiu na associação do governador João Azevêdo (Cidadania) à Operação Calvário.

Apoiar uma eventual candidatura do senador Veneziano Vital seria tão complexo quanto porque obrigaria a reforma de uma animosidade de pelo menos menos vinte anos, nutrida pela rivalidade local em Campina Grande.

Para sair do imprensado, uma alternativa soa como tábua de salvação; lançar uma candidatura própria do PSDB, personificada pelo deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), para investir num segundo turno. Se houvesse.

Essa último seria o caminho menos tortuoso. Não menos sacrificial.

Por enquanto, nem a aliança de Romero com João está consolidada e nem a candidatura de Veneziano é fato consumado.

Mas, as duas teses estão na praça e obrigam o grupo Cunha Lima a analisar os cenários virtuais desde logo. Até porque elas deixaram o campo das especulações e já habitam o terreno real das possibilidades.

Comentários