Opinião

À beira do divórcio, aliança entre João e Veneziano ainda tem cura?

11 de outubro de 2021 às 16h00
Veneziano e João Azevêdo: em ambiente de mútua desconfiança, crise levou relação ao volume morto

Derramado está o leite da aliança entre o governador João Azevêdo e o senador Veneziano Vital (MDB), depois do cisma em Campina Grande. Não é mais caso de especulação ou de palavras nas entrelinhas. Foi tudo para o ventilador.

A questão agora é o dia seguinte e uma pergunta recorrente entre as principais lideranças paraibanas e curiosos da ágora paraibana: ainda tem jeito, há conserto para um cristal sabidamente estilhaçado?

A união que teve o ponto alto em 2018 chegou ao volume morto. Nem João confia mais em Veneziano e nem este encontra mais ambiente confortável no Palácio.

O primeiro acha que o segundo se mexe e se comporta como candidato em 2022 e apenas adia – dentro do governo – o que virá mais adiante.

Veneziano desconfia da esquiva de João em atender sua reivindicação, a vice para Ana Cláudia, enquanto avançam as tratativas da aliança palaciana com o PP e fumegam os rumores em torno de Romero Rodrigues (PSD).

A reconciliação, depois do alvoroço público na Cagepa em Campina, é complexa. Sobretudo, porque a torcida pelo racha é muito maior do que as gestões isoladas para a superação.

Um dos dois teria que ceder. E nenhum dos lados parece disposto.

Fingir que nada aconteceu e que está tudo bem já não cabe mais no casamento em franca desarmonia e a caminho da dissolução. Desde Belchior, as aparências já não enganam não…

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