Opinião

O país das cartinhas de conveniência

24 de setembro de 2021 às 12h15

Quer dizer que 48 horas depois de incendiar a República, com bravatas, crimes de responsabilidade e a ameaças institucionais, basta escrever uma carta com a ajuda de um ex-presidente que tá tudo certo?

Então, depois de uma delação aprovada pelo Judiciário, a partir de outras provas entregues, basta o delator assinar carta de próprio punho desdizendo tudo que foi denunciado que a coisa se dissolve?

A missiva produzida com a ajuda de Michel Temer livrou, subitamente, o presidente Jair Bolsonaro de maiores consequências contra suas inconsequências. Um texto totalmente favorável ao próprio autor.

A mensagem do empreiteiro Léo Pinheiro, além de limpar a barra do ex-presidente Lula, já livre, leve e solto, serviu para arquivar uma ação na Justiça. Uma articulação da defesa do ex-presidente.

E pronto.

Fica a dica para malfeitores. Quando a água subir, basta uma cartinha. Mas, atenção. Dobre bem e capriche no envelope.

Dá pra levar o Brasil a sério?

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