Opinião

Dados da Unimed-JP: vencemos à tempestade, mas ainda não há bonança

21 de julho de 2021 às 20h43
Gualter Ramalho, presidente da Unimed-JP: "Vivemos o melhor momento da pandemia".

A pandemia foi um teste de fogo para o sistema de saúde. Nunca, hospitais estiveram tão pressionados e nunca profissionais foram tão desafiados diante de uma doença de muitas dúvidas e poucas certezas.

O pior, ao que todos os dados indicam, felizmente, já passou. Os da Unimed-JP, que investiu em planejamento e estatísticas como ferramenta para balizar decisões cruciais, indicam isso.

A média diária atual de internações caiu para dois/três pacientes de um Hospital Alberto Urquiza que chegou a receber uma média de 235 pacientes por dia.

Nos últimos 15 dias, o Hospital ficou alguns deles sem registros de internações. Inédito desde quando o caos começou.

Desde o princípio da crise sanitária, o sistema da cooperativa atendeu 110 mil suspeitas e presencialmente recebeu 42 mil usuários.

No pico da pandemia, atendeu ao mesmo tempo 187 pacientes internados, 83 entubados.

Com o agravamento da pandemia, a Unimed chegou a registrar um aumento de período de internação de três vezes mais pessoas e uma letalidade seis vezes maior, devido ao prolongamento da permanência do público jovem.

A comparação dos dados do auge para o atual momento revela, sem espaço para qualquer dúvida: a pandemia regrediu com o avanço da vacinação.

Estatísticas que levaram Gualter Ramalho, o gigante presidente da Unimed-JP, que liderou pessoalmente a batalha pela vida, poder – emocionado – proclamar ontem na Hora H, da Rede Mais Rádio:

“Estamos no melhor momento da pandemia”.

Uma comemoração seguida de uma ponderação: “Não podemos descuidar”. E não podemos memos.

Pelo menos até enquanto houver risco de perder uma só vida que seja.

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