Crônicas

Homero Pires, a Rádio Progresso e eu

13 de junho de 2021 às 08h00

Conheci Homero Pires de Sá antes mesmo de vê-lo fisicamente. Foi nas páginas do livro “O sorriso de Sousa”, de Castelo Sá. Li uma das boas e divertidas histórias que Castelo colheu no rico acervo da espirituosidade do povo sousense.

E era uma passagem protagonizada por Chico de Joel, o F. Lunguinho, conhecido locutor da cidade. Narrava uma hilária derrapada do locutor com Homero, o dono da Rádio Progresso AM 610.

A emissora dirigida por Pires de Sá foi a primeira de Sousa, e também a primeira que irradiou por acaso minha voz no ar – anos depois de meu pai, José Maria Madrid (já falecido à época), ter trabalhado por lá.

Conto rapidamente: de Marizópolis, fui à noite à Sousa para um reforço escolar. Passei por acaso na rádio, que estava em reforma. O locutor Aniobel Vicente soube que eu era filho de um ex-integrante da emissora e que também gostava dos microfones. Fez-me de cobaia e pediu-me para testar os aparelhos e anunciar a hora certa. Fiz. Gostaram. Gostei. Nunca mais parei.

Pouco depois, já adolescente com menos de 15 anos de idade, fui convidado pelos radialistas Gilberto Videris e o mesmo Aniobel Vicente. Topei. Fiquei curto período sendo repórter policial do Jornal das Sete, de Videris, e noticiarista no Plantão Permanente, de Gil Silva.

Não demorei-me. Parei, fui cuidar de estudar e não ser reprovado no Ensino Médio, mas a experiência relâmpago me apresentou – ainda que superficialmente – Homero Pires, o dono da emissora. Figura respeitada na cidade, homem de posições firmes, pai do deputado Lindolfo Pires, que – ao lado da família – chora a dor da partida do patriarca da família..

Décadas depois, a providência do destino. A Rádio Progresso é uma das mais de 20 emissoras que transmitem a Hora H, programa que apresento às 18h, a boca da noite. A mesma hora que testaram minha voz pela primeira vez.

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