Crônicas

Um ‘Zé Gotinha’ morreu na pandemia

15 de maio de 2021 às 12h25

Muitos colegas, com mais precisão e acervo de boas histórias, saberão traduzir a inserção da personagem que entrou para o folclore político de Campina Grande.

O fato é que José Antônio Costa, nome anônimo, ganhou com o apelido de Zé Gotinha – uma referência ao seu físico circular – fama nas rodas de conversa e prestígio entre os políticos.

Gotinha foi de muitos. Morreu com o deputado  Adriano Galdino, presidente da Assembleia, visivelmente comovido com a morte do amigo.

Mas, pelos grupos que passou como aliado, Zé era devotado. Passional, inclusive, com unhas, dentes e pitadas de veneno. Sem uma gota de pena.

Aos amigos, a defesa rasgada. Aos adversários, a crítica permanente.

Não deixa de ser curioso que um “Zé Gotinha”, figura símbolo de vacinação no Brasil, morra em plena pandemia. Com suspeita de ter sido vítima de complicações da doença.

Daquelas ironias que só a criatividade sarcástica de Zé seria capaz de sugerir.

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