Bastidores

A maior vitória de Damião Feliciano

4 de maio de 2021 às 12h45

Foram exatos 92 dias. Do que chegou ao que saiu do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Poucas vítimas de Covid-19 sobrevivem a internação tão longa.

Estudo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira aponta que 2 a cada 3 pacientes com covid-19 internados em UTIs de hospitais brasileiros não resistiram e morreram pela doença.

Foi uma taxa de mortalidade de 66,3% que Damião Feliciano (PDT), deputado federal paraibano, venceu até a alta, divulgada ontem pela família.

Aos 69 anos e do grupo de risco, Damião travou uma batalha pela vida. Certamente, a maior vitória de um homem de origem muito humilde e negro que conseguiu entrar numa universidade federal e se formar médico cardiologista, num tempo em que ninguém falava em cotas ou algo do tipo, e está no sexto mandato.

Pela fé que tem, ele sabe que, com sua vida ameaçada pela espada de um vírus devastador, viveu um milagre. No seu agradecimento, em vídeo, reconheceu: “Mil vezes Deus”.

Ao lado da mulher, Lígia Feliciano, e dos filhos, esteios e consolo na hora da aflição, o deputado tem um motivo a mais para continuar deixando no ar sua inconfundível e incontida gargalhada.

Sobrevivente da pandemia, Damião nasceu de novo. E seu, sobrenome, Feliciano, agora está mais apropriado do que nunca ao seu dono.

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