Opinião

Na corda bamba, Bolsonaro bota “exército” nas ruas

3 de maio de 2021 às 17h31
O único "autorizo" que vale par ao presidente é governar dentro das regras e limites constitucionais

Sempre que se estão acuados, políticos populistas costumam apelar para a pressão popular.

Lula convocava o exército de Stédile, o MST. Dilma contava com a CUT de parachoque nas ameaças do impeachment.

Deu no que deu.

Bolsonaro faz o mesmo, repetidamente. Cada vez que o governo entra numa crise, o bolsonarismo vai às ruas.

Não importa que falte uma pauta clara e nem muito menos que a estratégia promova aglomerações dias depois de o Brasil amargar 400 mil mortes por Covid-19.

Sem causa definida, os apoiadores vão para avenida só para dizer o que importa ao presidente: “Estamos com você, incondicionalmente”.

Bolsonaro joga bem esse jogo e manipula com destreza “o seu exército” para mostrar que estar vivo e tem força e mandar recado a adversários.

O destinatário da vez é a CPI da Covid, que ameaça piorar a já nada vida mole vida do presidente.

Esse método, porém, tem eficácia duvidosa para pacientes em processo de desnutrição política ou em processo de anemia de credibilidade.

As bravatas de Lula não serviram para manter Dilma no poder e nem intimidaram as instituições.

As tropas de manifestantes de verde e amarelo também não botam medo.

Ou o governo encontra um caminho e um projeto político eficiente para governar a maioria ou ficará na ilusão de achar que pode se manter de pé no grito e só porque tem uma minoria barulhenta ao seu dispor.

Comentários

error: Conteúdo Protegido !!