Bastidores

Arquivo: o que Levy Fidelix me disse quatro anos atrás na frente e por trás das câmeras

24 de abril de 2021 às 13h26

Levy Fidelix (PRTB) disputou pelo menos 12 eleições. Nunca ganhou uma, mas se fez conhecido no imaginário popular e político do Brasil como poucos.

Morreu deixando para trás uma figura folclórica, jargões criativos e frases de efeito de um autor de raciocínio rápido.

Traquejo de jornalista e publicitário que foi antes de ingressar no universo eleitoral, em 1986, sua primeira disputa à Câmara Federal por São Paulo.

Quando concedeu entrevista ao autor do Blog, em 2017, na MaisTV, canal de vídeo do Portal MaisPB, Fidelix fez questão de nos bastidores falar de sua veia profissional.

Ao se deparar com o letreiro na porta de entrada do MaisPB, ele disparou logo: “Isso é o que chamamos de logomarca. É quando a logo já é símbolo”.

Era o publicitário falando.

No estúdio, em oito minutos de entrevista, cumpriu aquilo que é raro entre políticos: dizer muito, falando pouco.

Prometeu fazer o Salário Família integral, em substituição ao Bolsa Família. Como? Ele respondeu: “Baixando juros dos bancos que espoliam o povo”.

Para Levi, as coisas à época só estavam bem no “mundo rosado da Dilma plantado pelo marqueteiro João Santana” (condenado um mês antes por lavagem de dinheiro).

Presidente nacional do PRTB, ele criticou a disparidade de condições no sistema eleitoral. “Eu gastava R$ 350 mil e a dona Dilma quanto? R$ 350 milhões, fora o por fora. Eu com 55 segundos de televisão, a Dilma com 11 minutos e o Aécio com 8. Eu já começava perdendo de sete a zero”, ironizou.

“Isso é como craque de jogo de futebol, que fica na reserva e não deixam ele jogar”.

“Temer é a continuidade do governo Dilma”.

Lula foi bom governo no início, mas depois que se transformou no presidente que tinha relações com Chaves, Fidel e com o Islã começou a desviar dinheiro para fora”.

Era o político falando.

Quando a câmera desligou, também falou sobre os adversários.

Sem modéstia, disse que era um dos poucos que entendia de economia. E desacreditou da viabilidade do deputado Jair Bolsonaro, com quem mais tarde, em 2018, votaria e abrigaria no PRTB o candidato a vice, Hamilton Mourão.

Confira a entrevista:

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