Opinião

O fim da quarentena de Luciano Cartaxo

15 de abril de 2021 às 16h42

Governantes que deixam mandatos geralmente silenciam por um período. É quase regra. É o período do mergulho de quem sai, é o tempo da trégua para quem sucede.

Luciano Cartaxo, prefeito oito anos de João Pessoa, suspendeu esse jejum quando seu sucessor completou 100 dias. Uma data emblemática.

Já era hora de Luciano falar? Ele se apressou? Pulou etapas? Ou escolheu o tempo certo para se posicionar?

Cartaxo fez a escolha de interromper o silêncio. Cumpre roteiro de entrevistas e está nitidamente ávido para falar. Uma opção nítida de quem quer retomar seu espaço político.

Na linguagem política; coisa de quem quer manter uma chama acesa para ser candidato em 2022 e já colocou o bloco na rua.

No caso de Luciano, a pressa por se reinserir no debate da cidade tem dois pontos motivadores: ele deixou a prefeitura sem um grupo para chamar de seu. O que ele pensava ser seu time foi reduzido a pouquíssimos.

Inacreditavelmente, Cartaxo não tem hoje um (1) simples vereador na Câmara para defender seu legado, para sustentar o seu discurso. Na falta de aliados, quem mais fará o que só ele pode fazer?

Se não conta com defensores, o ex-prefeito tem, por outro lado, um conjunto de ações durante seus oito anos de mandato.

E, aparentemente, quer trazer essas marcas à memória da cidade. De preferência, fazendo contraponto ao novo prefeito.

Prematuramente ou não, segue aquele rito de que “em política, não há espaço vazio”.

Estratégia de ponte para 2022, mas com destino apontado mesmo para 2024. Antecipadamente, chamou o principal adversário à briga. E Cícero, pelo o que se conhece, topará!

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