Opinião

Na maratona da vacinação, João Pessoa tropeçou

13 de abril de 2021 às 17h37
Aglomeração na vacinação (Foto: Italo Di Lucena/TV Cabo Branco)

A vacinação contra a Covid-19 é uma maratona pela vida. Cada segundo faz diferença na linha de chegada e um tropeço no calendário pode ser fatal.

Até ontem, João Pessoa fazia bem um percurso decisivo. Hoje, perdeu o ritmo e comprometeu o desempenho.

Tumulto, filas enormes e falta de imunizante dão toda a margem para a óbvia conclusão de erro no planejamento e estruturação da retomada da vacinação.

Antes de tudo, fica difícil justificar os intervalos para “descanso” das equipes com vacina no estoque. Só há sentido em pausa na ausência total de doses.

Do contrário, espera-se equipes de contingência e emergenciais prontas para revezamento que garanta o fluxo da imunização, sem represamento.

A terça-feira foi pandemômica para quem atendeu o apelo da própria Prefeitura. O público da segunda dose compareceu, mas foi recebido com improviso, desorganização e nenhum conforto.

O dia foi marcado pela cena mais contraditória de todas: aglomeração na vacinação.

O transtorno provocou a suspensão até novas remessas. A reserva de vacina zerou. Culpou-se a alta procura de usuários de outros municípios. Como assim? E o cidadão não precisa comprovar residência na cidade?

O secretário de Saúde, Fábio Rocha, reconheceu a falha e pediu desculpas. É o mínimo para o que não tem desculpa. Nesse momento crucial, o poder público não tem o direito de errar.

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