Crônicas

Com ela, acordo e anoiteço jornalismo

8 de abril de 2021 às 10h43

Das redações, onde conheci Marly Lúcio, ao cotidiano que há anos dividimos, respiramos o mesmo oxigênio da notícia.

Já a vi no front, intensa e obstinada pela melhor manchete. Já estivemos em lados opostos, ela na gestão pública, eu no exercício da apuração e da crítica.

Sempre houve admiração e respeito.

Hoje em dia, vejo bem de perto o seu mesmo esmero, agora com toda bagagem acumulada integralmente dedicada ao trabalho empresarial de assessoria, posicionamento e construção de imagem.

E como administrar as individualidades, particularidades, conflitos de interesses, atuações distintas e por vezes divergentes, no mesmo espaço, debaixo do mesmo teto?

Sem invadir o sagrado território profissional do outro. É um exercício perene de tolerância.

Nos poucos erros, conselhos e ponderações. Nos muito acertos, muitos, muitos elogios.

Nessa lida esfuziante de um casal de jornalistas, costuma sempre faltar tempo. Aí não tem outro jeito; precisa sobrar compreensão.

Tem sido assim.

Uma jornada de admiração que se renova a cada manhã. Porque, quando olho ao lado, ora vejo o despertar manso da esposa, ora vejo a adrenalina da jornalista em ação no computador.

Respiro e suspiro pelas duas.

*Em 7 de Abril de 2021 (Dia do Jornalista)

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