Crônicas

A revolução do golpe e o golpe da revolução

31 de março de 2021 às 13h19

Quer dizer que o articulista que se preze tem de falar hoje sobre o 31 de março de 1964? É sério isso? E eu achando, como Belchior, “que o passado é uma roupa que não nos serve mais”.

Nessas horas, só queria saber escrever no estilo Kubitschek Pinheiro, que fala de coisas seríssimas levando na esportiva. E sempre faz gol. Ou será que ele, na verdade, tira onda de assuntos sérios?

Agora, surfei na dúvida.

Mas, nem sendo Givaldo Medeiros e doutor em psiquiatria o sujeito consegue entender porque diabos estamos, em plena pandemia, discutindo a ditadura militar de décadas atrás.

Só mesmo a poesia de Hildeberto Barbosa Filho e o som do Clube da Esquina para nos salvar nessa hora.

Bom, já é “Hora do Almoço”, moço! E dona Marizete está ali na cozinha fritando peixe da doce água de Marizópolis. Fique peixe! Para o bem geral da Nação daqui de casa, eu fico!

Feito João Pessoa, nego. Só não nego que ele foi um filho da mãe com Anayde Beiriz e João Dantas ao publicar cartas íntimas de um casal de amantes no jornal oficial do Estado.

Provocou, sem saber, a Revolução de 1930. Revolução ou Golpe? Depende. De quem olha hoje, de quem sentiu ontem. Para o getulistas, moleza. Para quem perdeu, a dita foi dura.

E 1964? Perguntem a Nelson Rodrigues. Perguntem a Elio Gaspari.

É trágica e cômica essa pegadinha convertida em “debate” (inútil), onde uns louvam a ditadura de cá, mas condenam o chavismo na Venezuela e outros esculhambam o regime militar daqui, mas acham fofinho o de Cuba e dos irmãos Castro.

Tem revolucionário de mais no tuíte deitado eternamente na rede esplêndida. De esquerda, de direita, de baixo e de riba. “Como tem Zé na Paraíba”!

O Brasil já foi mais inteligente, Geraldo Vandré. E eu só tenho saudade do futuro. Já vou mainha…

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