Bastidores

Quando a ficção é a própria realidade: o case da campanha #covidmata, da PMJP

13 de março de 2021 às 10h56

As histórias da pandemia estão nas ruas, casas, hospitais, leitos, UTI’s e famílias. A narrativa da tragédia sanitária ficará para a posteridade como um dos episódios mais traumáticos da humanidade.

A peça publicitária produzida a pedido da Secretaria de Comunicação de João Pessoa conseguiu retratar o desafio diário dessa geração na luta contra o coronavírus.

Os filmes de 30 segundos trazem diálogos totalmente verossímeis de pacientes e familiares, situações que estão sendo ou podem ser vividas por qualquer tripulante da nova onda de contágio.

São maridos internados se despedindo da enfermaria, esposas avisando que estão sendo transferidas para a UTI pedindo orações, ou jovens com respiração deficiente sussurrando medo da morte para a mãe por mensagem de zap.

Gente que, na vida real, entrou numa Unidade de Terapia Intensiva e não mais voltou para casa, deixando no rastro da morte somente dor, luto e orfandade.

Para a tristeza do momento caótico, uma criação ‘feliz’ pela mensagem impactante. Assertiva, teve recepção imediata, ganhou adesão nas redes e compartilhamento até de Xuxa.

O conteúdo e roteiro intimam à reflexão, chamam atenção para o potencial da doença e alertam para o único estrago irrecuperável, a vida.

É a campanha em que a realidade chocante dispensa a ficção.

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