Opinião

Paraíba, um paciente às portas da UTI. Mas, que UTI?

7 de março de 2021 às 23h11
Foto: Felipe Dana/AP

De janeiro até agora, 966 paraibanos morreram vítimas da covid-19. Quase mil pessoas em pouco mais de dois meses.

Atualmente, a ocupação de leitos de UTI na região metropolitana de João Pessoa chega a 93%. Em Campina Grande, 74%.

O Hospital Metropolitano atingiu 97% de lotação na UTI. O Hospital de Clínicas, em Campina, atingiu os 100%.

Na Paraíba, 211 (de 223) cidades estão classificadas na bandeira laranja, uma antes da vermelha.

Nas últimas 24 horas, 73 pacientes contagiados pela doença foram internados. O número é o recorde desde o início da pandemia.

Autoridades discutiram nesse domingo a situação e novas medidas. O Ministério Público quer ações mais rigorosas do que o decreto estadual estabeleceu.

Técnicos da Secretaria de Saúde estudam novas restrições para novo decreto, especialmente nos fins de semana.

Prefeitura de Campina Grande discorda dos dados especificamente sobre a ocupação de leitos no município. O prefeito Bruno Cunha Lima alega que a maioria dos pacientes internados são oriundos de outras regiões.

Não há consenso sobre as restrições a serem brevemente decretadas.

O diagnóstico dos número, todavia, é um atestado: a Paraíba hoje é um paciente grave às portas da UTI. UTI que está prestes a não existir.

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