Crônicas

Naquela mesa, José Carlos da Silva Júnior

5 de março de 2021 às 12h36

Todos sábado, invariavelmente, ele chegava por volta do meio dia para a mesa que virou seu espaço cativo no descontraído restaurante Feijão Maravilha, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Sem cerimônias, sem aparatos, ele, sua companheira e uma bengala de apoio.

Por trás do gesto de simplicidade, um dos homens mais poderosos e bem sucedidos da Paraíba, com raio de influência nacional. Uma aparente contraste.

A cena corriqueira, simplória, apresentava o espírito de José Carlos da Silva Júnior, o fundador e líder do grupo São Braz.

Por trás daquele senhor de passos lentos e de sorriso leve, a história de luta e realização de um vencedor originário da teimosa Campina Grande.

Um trabalhador, na expressão da palavra, que fez cada paraibano sentir incontido prazer ao pisar em shoppings fora de João Pessoa, em capitais nordestinas, e se deparar com aquela placa em arrojados e bem frequentados cafés. Não sendo o nosso um estado cafeicultor.

Em cada estabelecimento do gênero, uma pontinha de sensação de pertencimento.

O Grupo São Braz deixou de ser um patrimônio do seu ousado e destemido fundador, um vencedor paraibano originário da atrevida Campina Grande. A marca do gigante empreendimento se transformou num símbolo de orgulho nosso.

E não é coisa de provincianismo. O São Braz se impôs e se consolidou pela pujança, qualidade dos seus produtos e visão empresarial do seu líder.

Uma visão e sucesso que se ramificaram para outros setores (comunicação – TVs Paraíba e Cabo Branco – e automóveis).

José Carlos da Silva Júnior, que ainda teria muito a viver pela sua energia, apesar de se aproximar de um século de vida, foi e é um símbolo de uma Paraíba que dá certo.

Até na sua longevidade, uma mensagem. A imensa vontade de viver, trabalhar e realizar.

Zé Carlos vai fazer falta naquela mesa do Feijão Maravilha. Ms, seu legado segue vivo, todos os dias, em mesas do Brasil afora.

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