Opinião

Não é coincidência: 14 dias após carnaval, a explosão de mortes

3 de março de 2021 às 17h53
Centro da Praia da Pipa (RN), um exemplo de aglomeração no carnaval de 2021

O Brasil atingiu, ontem, dia 02.03.2021, 1.726 mortes. Hoje, 03.03.2021, o dia conseguiu o pior: 1.840 óbitos, o maior pico desde o início da pandemia.

E olhe que chegamos a pensar, ano passado, que a situação estava controlada. Febril engano.

O dado não é só desolador, como explicita de uma vez por todas uma realidade científica e prática.

O desastre ocorre exatamente 14 dias (duas semanas) depois do carnaval, quando – apesar das proibições – milhões ignoraram as regras e fizeram aglomerações assustadoras pelo país agora.

Atente para o número: 14 dias. O ciclo exato da doença provocada pelo novo coronavírus.

Nenhuma coincidência. Só constatação. A covid se alimenta do contato. Para contaminar e matar, o vírus precisa de pessoas perto de pessoas.

De preferência, sem cuidados, numa folia de ignorância e insensibilidade.

A matemática é cruelmente simples e fria; quanto mais contato, mais contágio, mais mortes!

Os números estão aí para dolorosamente mostrar e abrir os olhos de quem, apesar de tudo, ainda não quer ver.

O carnaval de 2021, que oficialmente não existiu, será para sempre lembrado. E não será pela alegria.

Na histeria do bloco do eu sozinho, poucos ouviram o som da razão.

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