Opinião

02 de março de 2021: 1.726 mortos

2 de março de 2021 às 20h16
Foto: Michael Dantas/AFP

O maior número de mortes por covid-19 registrado em 24 horas desde o início da pandemia: 1.726 brasileiros sucumbiram diante do novo coronavírus, nesta terça-feira.

O dia dois de março de 2021 registra, com números desalentadores, o grau da explosão de disseminação da doença.

Não por acaso, pós-carnaval em que governos cancelaram festas, mas imprudentes fizeram suas comemorações públicas.

Aglomerações vip’s na vasta área litorânea brasileira, eventos privados e familiares, e até shows particulares. Uma crônica de uma tragédia anunciada.

E ela veio com a penumbra da morte, abreviando histórias, vidas e sonhos e deixando seus rastros sombrios.

Muitos desses mortos nem participaram de atividades sabidamente de risco. Grande parte nem sequer brincou com a vida e nem entrou na folia da contaminação.

São as vítimas passivas, vítimas de outra vítimas que brincaram com fogo e saíram espalhando o vírus, quando não levando para a própria casa, vendo, dias depois, um dos habitantes partir para nunca mais voltar.

Não há “novo normal” enquanto tantos estiverem morrendo. A vacina é o único meio possível de estancar essa sangria. O recurso que precisa reunir um repartido Brasil numa só voz de bom senso e espírito de nação.

Enquanto a vacina demora e não chega para todos, a cada qual uma dose de consciência humana e cidadã.

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