Opinião

A sucessão de 2022: tamanho de João definirá estatura de adversários

12 de fevereiro de 2021 às 11h39

Eleição não acaba nunca. Na Paraíba, menos ainda. O debate da sucessão estadual está na mesa. Ainda timidamente, é verdade, mas está.

E ganhou contornos mais definidos depois que o governador João Azevêdo (Cidadania) assentiu para o óbvio; a disputa pela reeleição a que tem natural direito.

Antes mesmo, João já dera sinais de que não veio apenas para cumprir um protocolo, como alguns socialistas equivocadamente pensaram.

Quando decidiu se impor como líder, rejeitando o script de linha auxiliar, Azevêdo estava dizendo a que veio.

A sua decisão política de costurar o processo de 2022 vai além de fala pontual. São o comportamento, os movimentos, a interseção com adversários, o somatório de partidos.

Com o território governista demarcado por João, a oposição se sente no dever de se mexer.

O clã Cunha Lima se apetrecha, especialmente vide o ex-prefeito de Campina Grande. Romero Rodrigues deu a si mesmo a missão de começar a andar pela Paraíba.

E vai, nas suas andanças, encontrar muitos órfãos no caminho, carentes de atenção, referência, um exército de expatriados.

Pedro Cunha Lima corre por fora…

A senadora Daniella Ribeiro não precisa dizer uma palavra para ser inevitavelmente inserida nesse debate.

Apesar da bem sucedida aliança do seu partido em João Pessoa com o Cidadania, o nome dela se desenvolve como alternativa a ser estudada, mensurada e avaliada em momento oportuno.

Tudo, todavia, dependerá do fator delineador de 2022: o tamanho com que João Azevêdo chegará lá.

E se Azevêdo chegar forte, uma certeza se impõe: ninguém dos grandes nomes da política da Paraíba tem vocação para aventuras…

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