Opinião

Quando o hospital é quem adoece; a vacina e o caso HNSN

25 de janeiro de 2021 às 17h16

Em maio de 2016, o Hospital Nossa Senhora das Neves chegou como alternativa na saúde privada em João Pessoa.

E, por méritos técnicos e estruturais, conquistou seu espaço. Desafogou uma demanda reprimida e se afirmou como necessário num mercado de escassas opções e pouca qualidade.

Deu certo. Tão certo que fez vanguarda ao resgatar a realização de transplantes, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, depois de um doloroso hiato de sete anos da interrupção do procedimento na Paraíba.

Toda a confiabilidade erguida nos últimos quatro anos foi abalada desde a semana passada. Denúncias e matérias com suspeitas de desvios de finalidade na fila da vacinação prioritária da covid-19 dentro do Hospital tomaram o noticiário e as redes sociais.

E toda a boa e consequente política hospitalar cedeu lugar para questionamentos éticos e de responsabilidade social. E logo o mesmo Hospital que virou também referência em covid.

De protagonista do bem, o HNSN passou à desconfortável posição de quem precisa se explicar, inclusive a órgãos do Ministério Público, que entraram na apuração do caso.

Tudo por agir interna e externamente com certo amadorismo em momento que se exige profissionalismo, cuidados e disciplina corporativa de entidades e instituições sérias.

A credibilidade da jovem e bem sucedida instituição entrou, lamentavelmente, em ventilação mecânica. Virou paciente em observação.

Tomara que a direção seja convincente nas explicações às autoridades, supere os sintomas das suspeitas e vença o vírus da desconfiança. Sem sequelas graves.

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