Opinião

Amanhã vai ser outro dia

18 de janeiro de 2021 às 12h00

Quando tudo parece perdido, eis que algumas chamas ressurgem das cinzas nesse Brasil abatido por 200 mil mortes e guerra de narrativas.

O pessimismo ganha terreno, mas dona esperança é renitente, teimosa. Ainda bem.

Ela aparece em imagens e cores no auge da crise sanitária no Amazonas.

Manda dizer que está viva quando estados da federação mandam cargas de oxigênio e estendem as mãos a pacientes vitimados pela combinação de incompetência, falta de planejamento e logística complexa.

A Paraíba foi um deles. Aqui, abriram-se as portas para 15 pacientes manauaras, num esforço conjunto da rede pública de saúde.

Uma operação técnica de emergência bem sucedida com a internação e uma recepção respeitosa de um povo que tem solidariedade e acolhimento no seu DNA.

Nessas horas, a divisão pobre, tola e estéril se apequena diante do sentimento de Nação, de povo.

São imagens, são gestos, são atitudes que fazem a gente continuar acreditando na vida, no ser humano e nas instituições e profissionais, como os que, a despeito de tudo, trabalham diligentemente para curar pessoas e tornar a vacina possível.

A chama não apagou. Há motivos para continuar crendo. Amanhã vai ser outro dia.

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