Bastidores

O grito de alerta de uma médica: “Não é só falta de oxigênio”

15 de janeiro de 2021 às 19h47

Danielle Fonseca é obstetra. No front da pandemia, ela atende mulheres grávidas contaminadas pelo novo coronavírus.

Ela luta por duas vidas ao mesmo tempo.

Danielle trabalha na capital do Amazonas. Ela sabe de perto a origem e os efeitos da crise em Manaus.

“Uma catástrofe anunciada. O governo não se preparou. A gente está desde setembro avisando que o número de casos vinham aumentando”, disse durante entrevista ao Programa Hora H, apresentado pelo autor do Blog e Wallison Bezerra na Rede Mais Rádio (Rádio Pop FM em João Pessoa, 101,1 FM em Campina Grande e 21 emissoras em conexão)

Ela cita a eleição e festas de fim de ano como componentes para o aumento substancial de casos. “Os hospitais colapsaram. Não tem lugar para ninguém nem na rede privada e pública”.

Mas, o epicentro da crise sanitária não é só falta de oxigênio. Não é só falta de planejamento. Não é só o aumento dos casos e a teimosia de quem menospreza a doença.

É tudo junto ao mesmo tempo.

“A gente se sente frustrado, desesperado. Não é falta de médico, é falta de administração, de respeito”, desabafou a profissional.

Aos nordestinos, ouvintes do programa na Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, ela fez um alerta:  “Se programem para uma segunda onda. É assustador, é mais agressivo ainda. O componente pulmonar é mais grave, as pessoas ficam mais tempo internadas. Muito mais angustiante”.

O perigo bate à porta.

Não é terrorismo de político. É o grito de quem, lutando pela vida, está vendo a morte de perto.

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