Crônicas

Que 2021 seja um ano ímpar (por Kubitschek Pinheiro)

3 de janeiro de 2021 às 11h04

2020 foi cruel, devastador. Esse ano fantasma que está indo embora, deixou pancadas e pesares em todos nós. 2020 não teve nada útil, muita estridência, e já está à sombra de si mesmo, um cadáver ambulante.

Durante toda a nossa vida, nunca tivemos um ano assim. A frase mais repetida: “nunca pensei”, pelo menos, é o que a minha sogra H, ainda diz todos os dias – “nunca pensei”. Já pensou?

Ironicamente, essa mística loucura da discrição e do desaparecimento de tantos, que nossos olhos acompanharam, obliterado por uma onda e outra e outra… A quantidade de perdas impressiona.

É culpa de 2020? Ou vem desde 2019, com aparição do vírus na China que se espalhou em exibição invisível, numa tela triste com meses dramatizados de forma triste, em milhares de lares tristes, e que só podemos pensar assim, evidentemente tristes, muito tristes.

A oportunidade parece estar chegando, mas como disse um amigo do K, amanhã sexta-feira, dia 1 de janeiro, será um dia qualquer. Além, propriamente, de tantas injustiças, tantos  feminicídios, porque ninguém aguenta mais. Cadê a vacina? Cadê a vacina?

O que sabemos de 2021, é nada. Ao lado dessa peste, urdidora de tragédias, que rechaçou amigos, familiares, profissões e salários, numa estúpida e total verossimilhança.

Começa a se produzir agora o holograma de um outro ano. Tomara que seja menos cruel, mas não se enganem: precisamos da vacina, como precisamos de vergonha na cara, da necessidade de mudança, de acabar com o racismo, de sermos mais humanos, para que possamos ter o direito de voltar a nos abraçarmos, como antes.  Que 2021 seja um ano ímpar. Até lá!

Kapetadas

1 – Eu soube que “A”,  fica querendo dar uma de certinho e critica “B”. Mas faz merda igual a “B”, o que dá argumento pra “B” poder dar uma de certinho em cima de “A”. E assim, concluímos por A mais B que o ideal mesmo é cada um ficar na sua.

2 –  Aquela velha história: Na prática, a teoria é outra.

3 – Som na caixa: “Teco, teco, teco, teco, teco/Na bola de gude era o meu viver”, de Pereira Da Costa / Milton Villela

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