Quando o dia da morte chega depois do dia da vida – Heron Cid
Bastidores

Quando o dia da morte chega depois do dia da vida

28 de dezembro de 2020 às 18h04 Por Heron Cid

Fábio Fernandes (foto), ex-prefeito de Mamanguape, litoral norte paraibano, não comemorou. Familiares dele não puderam festejar ontem, data de seu nascimento.

No dia que seria de festa do seu natalício, Fernandes ocupava um dos leitos de covid-19 em hospital particular de João Pessoa.

Era um dos milhares de brasileiros contaminados pela doença, lutando pela vida.

Provavelmente, passou o dia nessa batalha entre vida e morte, depois de seu quadro clínico complicar e sua saúde piorar nas últimas horas.

Até que, um dia depois, as forças lhe abandonaram e seu corpo rendeu-se aos estragos provocados pelo vírus que ainda é um mistério para a Medicina e um desafio para os pesquisadores.

O traiçoeiro coronavírus poupou Fernandes da fatalidade de morrer na data do seu nascimento.

Mas, a morte o abraçou nesta segunda, um dia depois do dia de celebração da vida. Coincidência não menos trágica.

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