Opinião

Ataques e promessas, o ponto final do 2º turno em João Pessoa

29 de novembro de 2020 às 11h45
Cícero Lucena e Nilvan Ferreira no último debate televisivo promovido pela TV Cabo Branco

Chegou o dia. O dia D para João Pessoa, capital da Paraíba, que se esforça para ir às urnas neste domingo.

Esforça-se porque há um sentimento geral de apatia do eleitor e até uma certa indiferença traduzida na alta abstenção do primeiro turno.

Um contingente que superou a casa dos 100 mil eleitores.

Esse sintoma aponta para doença maior e merece análise mais detida dos observadores e autocrítica dos protagonistas.

Fiquemos, por enquanto, com o domingo de votação de um segundo turno atípico por curtíssimo no seu calendário.

Uma fase da campanha marcada por promessas, de um lado, e pesados ataques, de outro.

Nas propostas, Cícero Lucena concentrou em infraestrutura. Falou em Parque das Três Ruas, construção de 11 mil casas e novas áreas de convivência.

Nilvan Ferreira focou em promessas de assistência social. O vale gás para beneficiários do Bolsa Família e auxílio aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica, entre elas.

Os dois partiram para a desconstrução do adversário. As operações Confraria e Vitrine foram exumadas e o mal cheiro colocado no centro da sala de estar.

Tudo estimulado pelo turno rápido de tiro curto e uma sucessão de pesquisas dando considerável vantagem do candidato do PP, este administrando a maioria contra um rival mirando na reversão do quadro.

Mas, será o eleitor quem terminará de escrever a crônica da eleição de João Pessoa, neste domingo. Cabe a ele, somente a ele, senhor da democracia, o ponto final.

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