Opinião

Ventos de mudança (por Magno Martins)

19 de novembro de 2020 às 09h38 Por Heron Cid
Marília Arraes, o nome ungido de Lula para 2020 no Recife

(Recife-PE) – Ao virar o jogo no Recife, segundo pesquisa do Ibope divulgada ontem, com seis pontos à frente de João Campos (PSB), Marília Arraes (PT) pode estar a um passo de suceder Geraldo Júlio, um dos piores prefeitos que bateram ponto no Palácio Capibaribe nos últimos 30 anos, superando a casa dos 60% de reprovação.

O Ibope, que errou terrivelmente no primeiro turno, dando a João uma vantagem numérica que não se confirmou com a saída dos votos das urnas, reproduziu um sentimento que se observa pelas ruas da cidade: o de mudança, de banir o PSB do poder, de livrar Recife de uma nova gestão catastrófica pelas mãos de um imberbe.

Marília encarna o desejo de construção de uma nova cidade, um novo tempo, trazendo a esperança de volta a um povo sofrido, pisoteado, vivendo na lama. Candidato do PSB, João quer mesmo que o povo continue respirando o mal cheiro dos esgotos, pois votou contra o projeto para universalizar o saneamento básico no País.

Os seis pontos de vantagem podem ser 12, conforme a margem de erro, levando o PSB a sofrer uma derrota acachapante nas urnas no próximo dia 29. Marília, ao contrário de João, cresceu em todos os segmentos do eleitorado recifense. A não ser que haja uma hecatombe até o dia da eleição, tem amplas chances de ser a primeira mulher eleita para governar Recife.

Largar na frente, atestado pelo Ibope, é quase a certeza de um crescimento sucessivo e linear. Atrai mais votos, convence os indecisos, cria um ambiente de otimismo e euforia. A cidade festejou a largada de Marília por cima com um grito de libertação. Ninguém aguenta mais PSB.

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