Opinião

As neutralidades e a sorte de Cícero

19 de novembro de 2020 às 13h07

Se na vida sorte ajuda, na política nem se fala. É o que o candidato Cícero Lucena (Progressistas) vem tendo muito no desenrolar do segundo turno em João Pessoa.

A neutralidade declarada por candidatos que tinham tudo para despejar adesões e votos no seu adversário, Nilvan Ferreira (MDB), representou respiro de alívio para o candidato do Progressistas.

A natural tendência de Ruy Carneiro (PSDB), que bateu forte em Cícero, de Wallber Virgolino, idem, e de Edilma Freire, advogada de um modelo novo, era de apoio a Nilvan.

Até porque os três, somados a Luciano Cartaxo (PV), com toda a estrutura da Prefeitura, estão na oposição estadual e vicejam um projeto de contraponto ao governador João Azevêdo (Cidadania), fiador de Lucena em João Pessoa.

Era a lógica política. Não foi para os que se declararam neutros expressando, de forma enviesada, resistência a Ferreira.

O que já era dado como perdido para Nilvan entrou na cota da abstenção e deixou patrimônio eleitoral (que poderia ser contra Cícero) livre de tendências e pedidos de voto dos seus influenciadores.

Para quem saiu do primeiro turno na frente e contou com a única adesão até agora (João Almeida-SD), a neutralidade de adversários é para Cícero uma matemática que, se não soma, não subtrai.

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