Opinião

E o “grande juiz” julgou Ricardo…

17 de novembro de 2020 às 11h35

Um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral decretar sua inelegibilidade, em condenação por abuso de poder econômico em 2014, Ricardo Coutinho foi as redes sociais cumprir seu script de injustiçado.

Em áudio dirigido à militância, se disse vítima de perseguição jurídica (da imprensa, do Gaeco, do MP, do TJ, e… do TSE), manteve o discurso de que seria candidato e solenemente profetizou: “O grande juiz será o povo”.

Quatro dias depois da profecia veio o apocalipse nas urnas.

O juiz julgou Coutinho e o posicionou em sexta colocação na eleição de uma cidade que um dia ‘reinou’ absoluto.

O juízo soberano do povo, a quem Ricardo entregou seu destino, sentenciou o candidato socialista ao resultado de sexto colocado, com 10,68% dos votos válidos.

O julgado recebeu a pena de ficar atrás de Cícero Lucena (Progressistas), Nilvan Ferreira (MDB), Ruy Carneiro (PSDB), Wallber Virgolino (Patriota) e Edilma Freire (PV).

De soberano pós-2018, Ricardo vive seu ocaso apenas dois anos depois. Sem mandato, sem discurso, condenado e derrotado nos seus domínios.

Assistindo de longe no segundo turno o duelo de um adversário histórico e um crítico contumaz.

Uma punição severíssima.

Coutinho terá que recorrer à instância da autocrítica. Porque o juiz-eleitor já se pronunciou nos autos da história, segundo previu o próprio Ricardo…

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