Opinião

A transição e poder partilhado no comando da eleição da Paraíba

12 de novembro de 2020 às 19h53
José Ricardo Porto e Joás de Brito, duplo comando das eleições na Paraíba

Vem da atual composição do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba uma demonstração de transição moderada, segura e de poder harmoniosamente partilhado, vacinado de vaidades e disputas entre membros.

Antes de Joás de Brito, novo presidente do TRE, assumir o cargo, em solenidade virtual hoje, o então presidente José Ricardo Porto, durante todo o seu biênio, dividiu tarefas e responsabilidades com aquele que comandaria a apuração dos votos e proclamação dos resultados.

Joás chegará ao dia 15 de novembro por dentro de toda sistemática da estrutura da Justiça Eleitoral e tendo participado de todas as decisões estratégicas da condução do processo em curso.

Foram cúmplices, também, em julgamentos com repercussão no pleito, como no acórdão que firmou entendimento contra aglomerações em plena pandemia, julgado que balizou encaminhamentos de outros tribunais.

Os dois têm méritos.

José Ricardo Porto porque teve a humildade e responsabilidade de compartilhar. Joás porque andou na sabedoria do exato limite de participar sem tomar o lugar.

Um e outro, cada um no seu papel, garantiram a transição da preparação estrutural do pleito e a sua execução plena, no próximo domingo, com serenidade e transparência. E sem traumas.

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