Opinião

Couto e Coutinho, o sacramento

23 de outubro de 2020 às 16h00

Não chegou a surpreender a ninguém do adro. O sacramento do padre Luiz Couto (PT) na direção de Ricardo Coutinho, candidato em João Pessoa, era uma missa anunciada.

Com ou sem novidade, a essa altura o apoio público do ex-deputado federal traz um alento para a candidatura do PSB na capital paraibana que vive o purgatório de notícias negativas e revezes jurídicos na novela com o PT.

Se perdeu a luta política no PT, Coutinho traz para si, oficialmente agora, um nome petista com densidade eleitoral e respeitabilidade externa.

Para Ricardo, só bônus, porque ainda converte um quadro de dentro da gestão do hoje rival e joga para o colo de João Azevedo a decisão da iminente exoneração.

Para Luiz, só ônus. Do ponto de vista ético, Coutinho – alvo de denúncias do MP por corrupção e até com experiência de prisão – vive o seu pior momento e altíssima rejeição, conforme dados das últimas pesquisas.

No PT, o sentimento é de que não se perde o que não se tem. Há tempos, entre servir à própria igreja e seguir seu oráculo, o sacerdote escolhe a segunda alternativa.

A opção do padre orou no terço do bispado da nacional do PT e guarda coerência com seu histórico na paróquia local: Couto é Coutinho!

Do alto da chaminé política pessoense, uma fumaça cinzenta paira uma dúvida.

A 23 dias da ‘santa’ palavra das urnas, o apoio do padre é bênção ou extrema-unção? Dia 15, o eleitor responderá.

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