Bastidores

Resistência no PT saiu do eleitoral e virou questão de honra

20 de outubro de 2020 às 10h21

Aos 66 anos de idade, Anísio Maia não imaginaria que estaria lutando para ser candidato do partido que fundou quarenta anos atrás e a quem devotadamente serve nas últimas décadas.

A Justiça, entretanto, tem trazido alento e sabor de vitórias na batalha amarga que trava com a direção nacional da sigla. Por último, o comando de Gleisi Hoffman destituiu a comissão municipal de João Pessoa para impor aliança com o PSB.

Hoje, o juiz Fábio Leandro de Alencar, da 64 Zona Eleitoral, suspendeu a “intervenção democrática” decretada por Hoffman e anulou a decisão que mandou uma volante de interventores para João Pessoa com direito a oferecer fundo eleitoral para arrancar conversão de candidatos a vereadores.

Um novo tipo de “pau de arara” nos anos 2020.

Na sentença, o magistrado reativou o diretório presidido por Giucélia Figueiredo e talhou o ato de Gleisi como “ilegal e abusivo”. Um freio no autoritarismo de cúpula.

Independente do resultado das urnas, Anísio já tem uma vitória para chamar de sua no PT. O partido, quase à unanimidade, repeliu o tratamento de sublegenda e fechou com a tese de que ao rei tudo, menos a honra.

Não é mais uma questão de matemática eleitoral. É de dignidade política.

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