Opinião

Candidatos com fome e eleitor com fastio

8 de outubro de 2020 às 19h55 Por Heron Cid

Veículos de comunicação e instituições, por dever jornalístico e social, respectivamente, estão promovendo debates e entrevistas com candidatos.

É obrigação, antes de opção.

Mas, verdade seja dita, neste 2020 o eleitor – no geral – parece estar nem aí para o que os políticos têm a dizer, mesmo sabendo que entre estes estará quem gerenciará e terá a palavra final sobre quase tudo do dia dia da cidade.

Isso, admita-se, é preocupante.

O desinteresse pela política é precedente perigoso, porque abre espaço para que o que é ruim fique ainda pior.

Compreensível, entretanto, esse desencanto, essa falta de apetite do cidadão em acompanhar, pesquisar, contraditar e questionar os postulantes ao domínio do poder.

São muitas as decepções e frustrações.

Não dá pra condenar o eleitor pelo cansaço, o fastio, a ausência de empolgação com o processo eleitoral e democrático.

Esses sintomas são a constatação prática, nua e crua, da falência do viciado modelo político e do excludente sistema partidário.

A eleição, os partidos e os candidatos precisam se reinventar. Antes que o desinteresse pelos debates e entrevistas se transforme em algo pior.

A indisposição do eleitor até de sair de casa para quitar com a Justiça Eleitoral o que ainda é obrigação, o voto.

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