Opinião

Oposição na Paraíba, um corpo sem cabeça

30 de setembro de 2020 às 12h13 Por Heron Cid
Desde o saldo das urnas de 2018, oposição entrou em processo de acefalia; fenômeno está explícito em 2022

Mais cedo, o Blog – com promessa de retomar o tema – perguntou: quem lidera e coordena, hoje, a oposição na Paraíba?

A questão tem como pano de fundo a eleição de 2020, que também se faz atípica, por aqui, por este fenômeno novíssimo; pela primeira vez, em décadas, oposição na Paraíba é um corpo sem cabeça.

Lideranças menores se ressentes de uma coordenação tática e política, um comando.

Exemplo didático. Em 2016, houve uma organização estratégia que rendeu à oposição vitória nos maiores município e encaminhou bem o rumo de 2018.

Se esse espólio foi desarrumado pelos egos internos e deu no que deu, é outra coisa, mas o agrupamento oposicionista chegou com musculatura na sucessão estadual.

Depois de 2018, a coisa degringolou.

Ninguém ocupou este posto de generalato e pouquíssimos, para não dizer ninguém, externam apetite para a tarefa.

Com o autoexílio de Cássio em Brasília, o ostracismo de Ricardo Coutinho pós-Calvário, a aproximação de PP e MDB com Palácio da Redenção, Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo, cuidando avidamente das próprias sucessões, essa função estratégica está no vácuo.

Ninguém ocupou.

Na eleição municipal, candidatos, prefeitos e deputados, com raras exceções, se viram como podem em suas cidades. O que sair das urnas será fruto de esforços individuais e localizados.

Essa fatura chegará com um preço.

Em 2022, poucos prefeitos e lideranças terão débito de reciprocidade a quitar. E quase nenhum líder político oposicionista terá crédito para cobrar aos eleitos.

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