Opinião

Ricardo, candidatíssimo… Por quê?

16 de setembro de 2020 às 17h59 Por Heron Cid
Ainda com elegibilidade, Coutinho tem credencial para a disputa que sempre quis entrar. Agora é o povo quem julgará

Se fosse um jogo de final e numa arquibancada, o Blog poderia até ceder ao cabotinismo, deixar a modéstia de lado e estender aquela famosa plaquinha: eu já sabia!

A candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho é o final de uma crônica anunciada tantas vezes aqui neste espaço.

Coutinho não é candidato apenas porque quer. A candidatura dele é uma questão de sobrevivência.

Ficou ainda mais necessária quando o prefeito Luciano Cartaxo, depois de ensaios de composição, fechou as portas da vice do PV, ao escolher caminhar com o PDT de Mariana Feliciano e praticamente impor isolamento ao PSB.

Mas, e as questões jurídicas? Nada impede, até hoje, o registro de candidatura. Coutinho não tem condenação por órgão colegiado.

Mas, e os riscos judiciais? A candidatura é uma provocação? O que Ricardo pode amargar a mais do denúncias, prisão e tornozeleira? Nada.

A candidatura em João Pessoa, território que um dia dominou, é o último lampejo para manter sua chama acesa.

Mesmo colhendo a maior rejeição entre todos os concorrentes, Ricardo vai para o tudo ou nada.

Não disputar 2020, num cenário tão confuso e pulverizado, seria o atestado de óbito político. E esperar para 2022, quando muita coisa pode acontecer, seria uma espera longa e arriscada demais.

Sem esperar pelo incerto futuro, Coutinho ficou com o que tem para hoje. Isolado e sem alianças, estava condenado a disputar. O julgamento eleitoral agora é com o povo!

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