Bastidores

Sousa: entre razão e emoção, grupo Gadelha faz escolha

9 de setembro de 2020 às 10h14

Durou muito o debate interno na família Gadelha e no PSC de Sousa, desde quando o médico Zé Célio (PSC) – o nome mais competitivo do grupo – avisou que não toparia disputar a Prefeitura, em 2020. O suspense e a indecisão acabaram.

A advogada Myriam Gadelha perdeu a disputa e uma reunião ontem definiu o ex-deputado federal Leonardo Gadelha como o nome que enfrentará a reeleição de Fábio Tyrone (Cidadania).

Durante o período de indefinição, o clã e aliados se debateram entre a razão e a emoção. Explico: o nome de Leonardo – com postura sóbria, afeito às propostas e já testado nas urnas – representa uma solução mais racional, digamos assim.

A alternativa de Myriam puxaria uma campanha mais emocional, a começar pela memória dos pais, os carismáticos Salomão e Aline Gadelha, que morreram prematuramente.

O conflito pessoal da advogada com o prefeito Fábio Tyrone, que rendeu manchetes na imprensa e processos, tornaria a eleição mais visceral. Só se sabia como começava, mas ninguém poderia prever como terminaria.

Detalhe: disputando 2020, Myriam fatalmente se credenciaria para 2022, como potencial candidata a deputada estadual, um risco que o ex-prefeito André Gadelha, dono de idênticas pretensões, não quis correr.

Os Gadelha e o PSC preferiram uma opção mais pragmática e ponderada. Não sem os protestos da indomável Myriam.

Em nota, ela cravou: “Evidentemente, não achei a decisão justa, mas foi a decisão do grupo. No meu entendimento, o candidato deve ser aquele que pontua melhor nas pesquisas e que está mais afinado com a militância, mas existem outros critérios de escolha”. Deixou no ar quais seriam…

Insatisfações à parte, agora Leonardo – focado numa campanha de ideias – está com a pista livre para voar.

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