Opinião

Ao Congresso, a batata (por Dora Kramer)

7 de setembro de 2020 às 10h06 Por Heron Cid
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e da República, Jair Bolsonaro, durante solenidade de posse de procuradores, em Brasília, em janeiro deste ano - Pedro Ladeira - 11.jan.19/Folhapress

A boa notícia é que o presidente saiu de cima da proposta e mandou a reforma administrativa para o Congresso. Ainda que Bolsonaro tenha feito isso como uma espécie de pedágio para o livre trânsito da prorrogação do auxílio emergencial e provavelmente a transformação do benefício de 300 reais em permanente, importante é que foi feito.

Considerando que a proposta estava pronta há um ano no ministério da Economia, Jair Bolsonaro fez a parte mais fácil. A batata quente mesmo está nas mãos do Congresso a quem caberá detalhar e melhorar um projeto cujo conteúdo ficou muito aquém das necessidades de um Estado que consome 94% do seu orçamento com gastos de pessoal e Previdência.

A desidratação do texto que não atinge atuais servidores, mantém os privilégios da casta superior e não resolve as desigualdades entre a elite e o grosso do funcionalismo, foi uma forma de facilitar a tramitação, reduzir a pressão e permitir a aprovação da reforma.

O vice-presidente da Frente, senador Antonio Anastasia, considera a administrativa mais importante, “mais urgente e mais relevante que a reforma tributária já em tramitação”, mas que, pelo visto, terá de ficar na espera.

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