Opinião

Quando “o que tem de ser tem muita força”

14 de agosto de 2020 às 17h08 Por Heron Cid

A soma dos fatores, a força da conjuntura. Tudo conspirava em favor de Bruno Cunha Lima, o finalmente escolhido pelo prefeito Romero Rodrigues para o embate de 2020.

Mas, os ventos fortes – quase incontroláveis – não sopraram por acaso e nem somente agora. Bruno colhe uma semeadura de esforços contínuos e até renúncias solitárias, interpretadas por alguns quase como loucura.

O que foi perda para uns, foi ganho para ele. A derrota para deputado federal dois anos atrás foi, na verdade, um evento de afirmação. Afirmação positiva, aliás.

Gestos, palavras e escolhas forjaram a imagem de um jovem líder com perfil diferenciado para os padrões normais da política nossa de cada dia.

Bruno se impôs pela coragem de nadar contra a maré. E soube perder em 2018, porque entendeu que até a derrota seria uma vitória. Não era o resultado, era o conceito.

As pesquisas internas e a publicada recentemente pelo Portal MaisPB, realizada pelo Instituto Opinião, atestaram. Bruno criou tecido e musculatura e o exigente eleitor de Campina percebeu isso e sinalizou.

E qual foi o sinal do eleitor campinense? O de que aprova a gestão de Romero Rodrigues, mas não necessariamente advoga um terceiro mandato. Espera um o perfil autônomo para liderar.

O significado de Ivandro Cunha Lima, esteio familiar nos seus emblemáticos 90 anos, também pesou na reflexão. Não haveria maior homenagem ao respeitado ex-senador do que o espaço na tão simbólica disputa a alguém a quem o sereno conselheiro de tantas vezes dedica afeto infinito.

A ousada filiação ao PSD, num ato inesperado, consolidou os requisitos e afastou de vez os receios dos que temiam candidatura em qualquer circunstância, com ou sem apoio do prefeito.

A verdade é que antes de ser escolhido por Romero, com o aval do ex-senador Cássio Cunha Lima e de aliados, Bruno foi escolhido pela força da conjuntura para ocupar a posição que passa a galgar e pleitear desde hoje.

Como diz o poeta, “o que tem de ser, tem muita força”. Bruno agora precisa provar, na sua própria rima, que o poeta, o espírito do tempo e os aliados estão certos. E que, quando tudo isso se encontra, o destino é imparável.

Comentários