Bastidores

As portas que se fecham e as que se abrem

4 de agosto de 2020 às 15h46

Luciano Cartaxo ainda espreita os movimentos pós-escolha de Edilma Freire como nome do PV para a disputa eleitoral em João Pessoa.

A cautela recomenda sondar o terreno, sentir as reações para somente depois fazer novas deliberações e encaminhamentos.

Luciano elenca algumas de suas motivações para optar por Edilma e não pelos demais concorrentes internos (Diego Tavares, Socorro Gadelha e Daniella Bandeira).

E calcula, com moderação, como responder as críticas contra a condução que resultou em solução com ares caseiros.

Afora as presumidas e lógicas razões aventadas nos bastidores, os resultados da pasta da Educação e o perfil dela, segundo Luciano, pesaram na sua decisão.

“Não foi uma escolha fácil”, defende-se ao responder sobre o tema.

Na prática, ao escolher Edilma, Luciano fechou e abriu portas.

Com Socorro e Diego, o diálogo foi obstruído. Com o governador João Azevêdo e o PP também.

Mas, de alguma forma, ficou uma fresta de diálogo com duas forças do campo da esquerda: o PSB do ex-governador Ricardo Coutinho e a possibilidade de conversar com o PT, de Anísio Maia, de onde Luciano já foi.

No que sobrou do Jardim Girassol, em que pesem a elegibilidade e força política ainda de Coutinho, há quem ache mais pragmático indicar o vice do grupo de Luciano e esperar mais do futuro.

Nesse espaço imprensado e com pouca margem de manobra, a esta altura Luciano – que foi para o tudo ou nada – vai tentar atravessar esse beco estreito e fazer do limão uma limonada.

Precisará de muita perícia política e usar todo o seu prestígio eleitoral-administrativo para não sentir o azedo nos lábios.

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